quinta-feira, 10 de outubro de 2024


 A Fascinação dos Anti-Heróis nos Romances Contemporâneos

Em uma era onde os romances clássicos sempre nos traziam o ideal do herói virtuoso, perfeito e inatingível, o cenário contemporâneo da literatura tem subvertido essa ideia, oferecendo-nos algo muito mais intrigante: os anti-heróis. Mas o que torna essas figuras tão irresistíveis?

Esses personagens não são santos. Eles erram, machucam, e muitas vezes, suas intenções estão longe de serem puras. No entanto, são humanos, complexos, carregados de traumas e motivações ocultas, o que os torna profundamente reais e fascinantes. O anti-herói não busca redenção - ele flerta com a escuridão, e é justamente esse abismo emocional que captura nossa atenção.

Ao contrário dos vilões que amamos odiar, o anti-herói provoca em nós uma conexão paradoxal. Sabemos que não devemos gostar dele, mas não conseguimos evitar. Quando lemos sobre suas falhas, seus desejos distorcidos e seus dilemas internos, encontramos um espelho das nossas próprias sombras, o que nos faz questionar onde acaba o erro e começa a redenção.

Na literatura, essa figura nos leva a um mergulho profundo na dualidade da natureza humana. Autores como Colleen Hoover, Kenya Garcez e outros estão cada vez mais desafiando essa linha tênue entre o bem e o mal, criando romances onde o final feliz não vem em uma embalagem perfeita, mas sim com uma dose de realidade crua, paixão intensa e, claro, dor.

E você, leitor, já se apaixonou por um anti-herói? Se sim, saiba que ele, com toda a sua imperfeição, é um reflexo das emoções mais intensas que a literatura pode nos oferecer.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

 



🌟 Olá, queridos leitores! 🌟



Estou empolgada para compartilhar com vocês minhas histórias!

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Cada página é um convite para mergulhar em universos cheios de emoções, reviravoltas e personagens que vão conquistar seu coração.

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Se você adora aventuras apaixonantes e diálogos cheios de intensidade, meus livros são feitos para você!

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sexta-feira, 4 de outubro de 2024


 O Chamado do Além

 Em uma sala mal iluminada, cercada pelo silêncio absoluto da noite, um antigo tabuleiro de Ouija repousava no centro da mesa. As velas, dispostas em círculo ao redor do tabuleiro, projetavam sombras inquietas nas paredes, como se o próprio ambiente estivesse vivo, esperando pelo que viria a seguir.

A madeira envelhecida do tabuleiro estava repleta de marcas e cicatrizes do tempo, com as letras gravadas à mão quase desbotadas pelo uso. O plano de fundo, negro e profundo, parecia engolir a luz das velas, criando uma sensação de vazio. No meio, a planchette, pequena e frágil, convidava os presentes a deslizar seus dedos sobre sua superfície, prometendo respostas do desconhecido.

Eles se sentaram, olhos tensos, mãos trêmulas. Não sabiam ao certo o que esperavam encontrar, mas o desejo de desvendar os segredos do além era maior do que o medo. O ambiente, antes calmo, tornou-se denso, como se uma presença invisível os estivesse observando.

— Há alguém aqui? — A voz quebrou o silêncio, ecoando entre as paredes.

Por um momento, tudo permaneceu imóvel. Mas então, quase imperceptivelmente, a planchette começou a se mover. Lentamente, desenhou um arco suave até a palavra "Sim".

Um arrepio percorreu a espinha de todos. O ar parecia mais pesado, e as velas tremularam como se algo ou alguém estivesse passando por elas.

— Quem... quem é você? — A pergunta saiu quase num sussurro, como se temessem a resposta.

O movimento foi mais rápido desta vez. A planchette correu de letra em letra, formando palavras que contavam uma história. Uma vida interrompida. Um segredo escondido nas sombras. Uma alma presa entre os mundos, buscando redenção, ou talvez... vingança.

A tensão na sala crescia. As respostas não eram claras, mas a presença se fazia sentir cada vez mais forte. Algo estava aqui, algo que não queria ser perturbado.

De repente, as velas se apagaram, mergulhando a sala na escuridão completa. O frio se infiltrou pelos ossos de todos os presentes. Eles perceberam, tarde demais, que haviam aberto uma porta que não sabiam fechar.

A planchette, agora movendo-se por conta própria, correu para a palavra final, clara e definitiva: "Adeus"

Mas mesmo com a despedida, o silêncio parecia diferente. O que quer que fosse, ainda estava ali, à espreita. O tabuleiro de Ouija, agora imóvel, continuava a emanar um mistério sombrio. A pergunta que restava era: o que eles haviam trazido de volta?

sábado, 14 de setembro de 2024

 


Entrevista | Crys Carvalho (2018)

O Blog teve a honra da participação da querida autora, Crys Carvalho, e gostaríamos de compartilhar este momento com vocês.
Eu sou Mariah Park e a partir de agora, eu lhe entrevistarei!
 😉

Primeiramente, obrigada por nos conceder esta entrevista ao blog Ladys' for books Conte-nos um pouco sobre você como autora, por favor.

Escrevo desde 2011, mas me assumi como autora há pouco mais de um ano e de lá para cá muitas coisas mudaram na minha vida. Fiz muitos amigos, coloquei muitas ideias no papel, confesso que escrever é um sonho que trago comigo desde a infância. Sabe aquela pergunta que nos fazem na escola, o que você quer ser quando crescer? Na maioria das vezes, eu respondia escritora, mas eu cresci e esse sonho foi ficando cada vez mais distante, mas em 2011 eu decidi dar vazão a minha vontade de escrever uma história e depois disso não parei mais.

De onde veio a inspiração para escrever seus livros?

De tudo que me cerca. Pessoas, situações rotineiras, filmes, notícias de jornal, músicas e etc.


Tem algum(a) autor(a) que te incentivou?


Muitas pessoas me incentivaram a continuar, quero dar ênfase aqui á um grupo de autoras que conheci ano passado o SSRL e a Marta Vianna, que foram os principais responsáveis pela minha decisão de ir além do Wattpad e chegar a Amazon. Obrigada pela força!


Algum(a) autor(a) já te apadrinhou?


Não, mas já recebi ajuda de muitos autores.


Você considera o trabalho de escritor (a), como trabalho em grupo (por causa dos revisores, diagramadores, capistas etc), ou para você, ser escritora é ser independente, nada de coleguismo ou grupo?


Com toda certeza, escrever é um trabalho em grupo. O que seria de nós autores sem todos esses profissionais? Eles dão vida as nossas ideias e deixam nosso texto ainda melhor.


Como funciona seu processo de escrita, tem algo que sempre faz antes de começar a escrever?


Para escrever preciso de música para mergulhar no mundo dos meus personagens. Geralmente eles vão me contando a história à medida que escrevo.

Nos conte como foi pra você, ter todo esse apoio dos leitores, e como é seu relacionamento com eles.



É maravilhoso ter pessoas que leem e opinam sobre o que escrevo. Adoro receber o feedback e conversar com minhas leitoras, sempre que posso estou trocando ideias com elas.


Como você lida com as críticas? Já recebeu alguma que fez você pensar que ser escritora não era para você?


Absorvo o que vai me acrescentar e ignoro o restante. Já recebi críticas, mas não me fizeram pensar desse modo.


Qual a sensação de saber que tem várias pessoas lendo algo que foi escrito por você?


É maravilhoso, ainda não me acostumei a essa sensação.


Tem alguma mania pra escrever e o que te irrita nesse meio literario?


Não considero uma mania, mas sempre que estou escrevendo tenho que ouvir música. O que me irrita é a falta de união por parte de alguns colegas, acredito que tem espaço para todos nesse meio. Então pra que ficar tentando derrubar o coleguinha?


Você lê e/ou escreve hot? Se sim, está mais para qual estilo? Exemplo: Cinquenta tons de cinza, Peça me o que quiser ou Amos e Masmorras?


No mundo hot, sou iniciante e acho que ainda não me encaixo em nenhum dos livros citados (pasmem, mas nem os li), tanto na escrita como na leitura. Sou virgem dos livros hot da atualidade (risos), mas curto bastante uma leitura hot.


Qual tipo de leitura não te atrai e qual motivo? 


Acho que terror, pelos motivos óbvios. Sou bem medrosa (risos).


O que você acha da parceria: autores/blogs/Ig/editoras? É algo dispensável para você ou algo que seja essencial?


É algo essencial, todos saem ganhando.

Nós gostaríamos de te conhecer um pouco mais como pessoa, deixando o lado profissional de lado um pouco!

Sou formada em gestão de RH, mas trabalho em uma empresa própria com meu esposo. Tenho um casal de filhos, Lívia com cinco anos e Noah com dois Uma pessoa que ama rir e que faz amizades facilmente.


Qual o dia da semana mais chato para você?


Segundas, mas vida que segue (risos).


O que te irrita mais durante suas leituras?


Odeio ser interrompida.

Qual sua cor favorita?

Azul


Tem algum lema que você segue? Qual?


Nada em especial. Apenas viver o agora, porque o amanhã a Deus pertence.


Tem alguma música marcante? Poderia contar um pouco sobre?


Moderno à moda antiga – Marcela Tais. Essa música diz muito sobre a minha personalidade, apesar de tudo a minha volta eu tento ao máximo manter a minha essência.

Uma pessoa especial?

Tenho muitas, mas aqui vou citar minha mãe que é a pessoa mais forte que eu já conheci.

Uma frase marcante?

O amor é um ato de fé.

Um sentimento bom?

Amor

Um sentimento ruim?

Ódio


Cinco coisas que você ama?


1. Deus
2. Família
3. Amigos
4. Ler
5. Escrever


Cinco coisas que você odeia?


1. Falsidade
2. Guerras
3. Finais tristes
4. Inveja
5. Traição


Quando criança você aprontava muito ou era mais na sua?


Aprontava muito, tive uma infância feliz e cheia de machucados (risos).


O que você não gosta que te digam?


Coisas que não agreguem e diminuam tanto a mim, quanto aos meu colégas.


O que você gostaria de ouvir neste momento?


Que o mês de maio foi apenas um sonho ruim (perdi meu único irmão).


Quando começou a escrever, quem mais te motivou?


Minha sogra e duas amigas de infância.

Um quote favorito?

“Jamie salvou a minha vida. Ela me ensinou tudo... sobre a vida, esperança, e a longa jornada adiante. Sempre terei saudade dela. Mas o nosso amor, é como o vento, não posso ver, mas posso sentir.” - Um amor para recordar

Um livro marcante?

Helena – Machado de Assis

Um alguém inesquecível?

Meu avô materno.

Uma palavra de despedida:

Gostaria de agradecê-las pela oportunidade, também ás minhas leitoras por me acompanharem e por todo o carinho que tenho recebido de todas. Não posso deixar de agradecer as minhas amigas escritoras que estão sempre me apoiando. Enfim, muito obrigada por tudo!

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Finalizamos a entrevista com um sorriso nos lábios, pela cooperação dessa simpatia em pessoa!
Obrigada por nos conceder um pouco do seu tempo, Crys. Muito sucesso para você!

Até a próxima entrevista, pessoal! 

 


Repostando algumas entrevistas de 2018...


É com imensa honra que recebemos aqui em nosso blog a autora Aretha V. Guedes Obrigada por nos

conceder um pouco de seu tempo, meu nome é Mariah Park e irei fazer-lhe algumas perguntas para o
blog Lady's for books Seja bem-vinda.

Muito obrigada! Sinto-me honrada em participar.

Conte-nos como tudo começou? Como o espírito de escrita surgiu em você?
A literatura sempre foi uma paixão, desde muito pequena. Lembro que os meus primeiros livros foram
na alfabetização e eu lembro da história deles até hoje. Sempre quis escrever, mas achava que ninguém
me leria, até que o Wattpad surgiu e achei que poderia escrever para as minhas amigas.

Me conte quem é Aretha Guedes fora do universo literário?
Uma dentista, mãe e esposa, que ama sua família.


Estava preparada para receber inúmeros feedbacks sobre seus livros?
Não! Antes de postar o primeiro capítulo de Elle 1 no Wattpad, fiquei tão nervosa que quase desisti.

Como foi para você escrever o primeiro deles?
Mágico! Como se um novo mundo tivesse se aberto para mim.

Como lida com as críticas?
Aprendo com elas e, se for possível, tento corrigir o problema. Se não puder corrigir, procuro não
cometer o erro de novo.


Já teve algum momento que pensou em desistir ou até mesmo desistiu da escrita por algum
motivo? Se sim, conte-nos como venceu isso.
Sim, já tive muita vontade de desistir. Seja por cansaço, já que eu estava no final do meu curso e tanto
a Odontologia, quanto a escrita consumiam muito do meu tempo. Seja por tretas ou decepções no
meio literário. Mas sempre surgia alguma leitora para falar algo e não me fazer desistir.


Sua família e amigos apoiam você?
Muito mesmo! E de forma ativa. Meu filho me ajuda a escolher nome dos personagens e fazer brindes,
meu marido me ajuda em cenas que precisam de luta ou ação. Minha mãe, irmãs e sobrinhas fazem
mutirão para preparar brindes comigo.


Uma pessoal especial?
Meu marido


Um alguém inesquecível?
Meu filho


O que gostaria de ouvir nesse momento?
Você ganhou na loteria e pode trabalhar só com os seus livros.


Um sonho ou desejo?
Trabalhar apenas no meio literário.


Um sentimento que não acredita?
Destemor.

Um quote favorito?
Amor.
Como junção de quatro simples letras podem carregar tanto significado? É um sentimento que
representa tudo e ao mesmo tempo nada.


Um alguém marcante
Minha mãe.


Entre escrever um grande livro cujo tema magoará uma pessoa muito próxima e querida ou
jamais escrever um grande livro, o que você escolheria?
Eu posso mudar a história o suficiente para a pessoa próxima não ficar chateada? Hehehehe


Você faz planejamento antes de começar a escrever ou deixa fluir naturalmente
Eu faço roteiro, planejamento, mas geralmente esqueço de seguir. Só depois percebo que não segui o
roteiro! Nos próximos tentarei ser mais organizada.


Quando você inicia um livro vc pensa no título ou na história antes?
Na história para depois decidir o título. Eu sou péssima para escolher títulos, na verdade.


Você sofre com bloqueios?
Geralmente, não. Tive um agora depois da bienal de SP, mas voltei exausta e doente, não estava
conseguindo escrever. Já está passando...


O que você jamais escreveria?
Auto-ajuda.


De onde vem suas ideias? Há um conjunto de hábitos que você  cultiva para se manter mais
criativo?
Do dia-a-dia, uma coisa aleatória pode dar uma inspiração. Eu acho que um bom hábito é ler. Se você
quer ser autor, precisa gostar de ler.


Como seus defeitos interferem no que você escreve? A vaidade, por exemplo poderia interferir?
A preguiça interfere, com certeza. Timidez e medo também, posso ter medo de arriscar, mas pretendo
mudar mais isso em mim. Vaidade, acredito que não. Sempre ouço as críticas e tento aprender com elas.


Se um livro seu muito elogiado se baseasse num fato doloroso da sua biografia, que causou a
morte de pessoa(s) muito próxima(s) e querida(s), você preferiria que isso não tivesse acontecido
e o livro não existisse?
Sim, com certeza, que o livro não existisse. Na verdade, a minha sobrinha, Helena, ficou órfã de pai
em um acidente de carro. É um fato que aparece na Jack Rock, inclusive, algumas pequenas
circunstâncias são parecidas em relação ao modo que a batida ocorreu. Na época, quando escrevi o
acidente, eu não pensei. Depois de Elle 1 já impresso, foi que eu comecei a ligar os pontos, sobre o
carro invadir a pista e o incêndio... Eu usei isso de forma inconsciente. Não tive intenção de fazê-lo,
mas já estava impresso e, quando ela tiver idade para ler o livro, eu irei pedir perdão por ter colocado
isso lá. As duas Helenas, a real e a Elle, são muito diferentes, entretanto. Minha irmã, a mãe dela, não
reclamou, então espero que ela também não vá achar ruim.

Você gosta de todos os livros publicados por seus amigos? Se não gosta, isso é um segredo seu, ou
dá sua opinião sendo sincera mesmo que isso magoe seu amigo?
Depende do nível de amizade. Tento geralmente dizer o que me incomodou e procurar as partes boas
para apontar também. A menos que eu seja a leitora beta da pessoa. Neste caso, sou bem mais exigente.


O que podemos encontrar nos seus livros? Personagens, enredo…
Amor, ação, mocinhas fortes e histórias cheias de aventuras.


Você convive fraternalmente com alguém que, em público ou particular, declarou não gostar dos
livros que você escreveu?
Algumas pessoas já me disseram: "não gosto de livro de vampiro e não vou ler Reich por causa disso".
Beleza, não tem problema. Não posso agradar todo mundo.


Uma palavra que resuma sua escrita?
Intensa.


Você se inspira na realidade nas suas tramas? Já saiu da zona de conforto ao ponto de pesquisar
muito sobre algo?
Sim! Nossa, para Reich eu tive que pesquisar genética, invasão bárbara em Roma e o início do
cristianismo. Acho que a coisa mais estranha que já pesquisei foi sobre como drogar uma pessoa e se
podia esfriar a lâmina em sangue na hora de fazer uma espada.


Uma frase de despedida
Obrigada pelo convite e quem não me conhece, mas quer saber mais de mim ou me conhece e quer
conversar, estou à disposição. <3


Obrigada pela entrevista, foi uma honra para mim estar lhe entrevistando, desejamos todo sucesso
do mundo para você, deixe-nos os links de seus livros para quem quiser conhecer mais!



Aretha V. Guedes
Autora de Romance, Erótico e Fantasia


Email: arethavguedes@gmail.com
Twitter, instragram, Wattpad, Luvbook, Youtube e facebook: @ArethaVGuedes

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